Acho que já tinha tido uma Coelogyne cristata que acabou por morrer por desidratação, há uns anos. No entanto, em 2013, quando visitei o Chelsea Physic Garden, em Londres, eles tinham um bonito cesto com uma Coelogyne cristata toda florida e achei muito bonito. Gostei e decidi aprender mais sobre elas para tentar de novo.
São originárias do continente asiático e crescem em habitats semelhantes aos dos Cymbidium, logo, podem ser cultivados, no nosso país, no exterior. Como são plantas mais pequenas, com pseudobolbos lisos e redondos com duas pequenas folhas na ponta de cada pseudobolbo. Os rizomas têm tendência para pender, logo ficam bem se cultivados em vasos altos, pendurados, cestos ou mesmo montados em cortiça.
Gostam de estar com as raízes sempre húmidas, com musgo, e um indicador de que podemos estar a regar pouco são as pontas das folhas que começam a secar.
Tenho neste momento três plantas diferentes, três variações da mesma espécie. A Coelogyne cristata, a C. cristata var. hololeuca (toda branca) e a C. cristata var. citrina, que comprei o ano passado e nunca floriu (e parece que ainda não é este ano).
São cultivadas todo o ano no exterior mas protegidas da chuva. Uma está num cesto e as restantes estão em vasos de plástico pendurados. Este ano é o primeiro ano que deram flores. A C. cristata hololeuca esteve exposta na Exposição em Sintra com duas flores e depois formou mais botões e tem neste momento uma nova flor aberta. A C. cristata tem três hastes florais e abriu hoje as primeiras duas flores.
É chamada de Rainha da Neve porque em muitos bosques que ficam, no Inverno, cobertos de neve, as Coelogynes cristata abrem as suas flores antes da neve derreter.
Coelogyne cristata

Coelogyne cristata var. hololeuca