Há muito tempo conhecida nos meios orquidófilos mas ainda talvez um pouco desconhecida dos cultivadores portugueses. E é uma orquídea ideal para o nosso clima.

A Coelogyne tomentosa foi registada pelo botânico John Lindley em 1853.

Na natureza é encontrada em países e ilhas asiáticas como a Malásia, Sumatra, Bornéu e Java, a crescer em árvores de florestas montanhosas em altitudes entre o 1500 e os 2100 m. Gosta portante de climas mais frescos.

Este exemplar foi-me oferecido há 3 anos. As hastes florais são pendentes e passado algum tempo resolvi muda-la para um cesto para melhor poder admirar as suas flores a cair. As flores têm umas cores muito bonitas, em tons de creme e castanho, medem 6 ou 7 cm e são perfumadas. Há quem lhe chame a orquídea-de-colar porque as hastes podem chegar até aos 60cm de comprimento.

No cesto de arame, forrado com fibra de coco, coloquei uma mistura para orquídeas epífitas e ela está a dar-se muito bem. Está no exterior o ano todo pois aguenta bem temperaturas mínimas baixas (não menos de 5ºC) e as flores podem aparecer em qualquer altura do ano, mas é mais comum florir no Verão.

É bem regada a partir da primavera e no Verão e no outono reduz-se as regas. A minha está debaixo de uma rede de sombra mas apanha chuva quando ela cai. Já se habituou a estar sempre no exterior.

Aqui vos deixo algumas fotos desta bonita orquídea que deveria estar em todas as coleções portuguesas!

A primeira flor deste ano.

A haste ainda muito fechada no início.

E com outra haste a “espreitar”.

Umas cores muito harmoniosas e um magnífico labelo cheio de detalhes.

Uma semana depois, a primeira haste toda aberta e a segunda em botão.