Na última viagem que fiz – Greentrip Normandia – visitei dois castelos do Loire. O primeiro foi Chenonceau, um castelo lindo e cheio de história e com uns lindos jardins.Sendo este o “Castelo das 7 damas”, o jardim principal foi criado por uma delas e chama-se “O Jardim de Diana”, construído a mando de Diana de Poitiers. O desenho actual é da autoria de Achille Duchêne (1866 – 1947) e é constituído por duas alamedas perpendiculares e duas em diagonal que delimitam 8 triângulos de relva decorados com motivos de santolinas ocupando 12,000 m2 e com uma fonte no centro.

Os terraços são mais altos que o jardim e protegem-o das cheias do rio Cher que passa ali pertinho. Nesse terraços encontramos bonitos vasos e no patamar abaixo, os desenhos e decorações são compostos por vários arbustos, Euonymus, Viburnum tinus, hibiscus e são realçados pelos canteiros de flores coloridas que são de vários tipos, dependendo da estação. Quando os visitei, no início da Primavera, os jardineiros ocupavam-se a plantar as primeiras flores primaveris.

Mais pequeno (5,500 m2) e no lado oposto ao primeiro jardim, encontramos o “Jardim de Catarina de Médicis” e é constituído por 5 áreas de relvado em redor a um tanque circular pontuadas com buxos em forma de bola. Este jardim também é rebaixado e delimitado pelo murete do fosso do castelo que é revestido por roseiras Clair-Matin. Neste jardim podemos ainda encontrar outras roseiras e alfazema, entre outras plantas.

O “Jardim Verde” foi desenhado por Lord Seymour em 1825 para a Condessa de Villeneuve, proprietária do castelo da altura, uma botânica conceituada que deseja um parque à inglesa. Neste parque salientam-se várias árvores seculares e de muito interesse: Três Plátanos, três Cedros Azuis, um Abeto de Espanha, uma Catalpa, um Castanheiro, dois Abetos de Douglas, duas Sequoias, uma Falsa-Acácia, uma Nogueira Preta e uma Azinheira.

O Parque de 70 hectares criado por Catarina de Medicis conta com dois artefactos interessantes, um labirinto italiano com um caramanchão ao centro e uma coluna de madeira de cedro com uma escultura de uma ninfa segurando Baco menino e na parte de trás do labirinto, encontramos um monumento de Jean Goujon que antes faziam parte da fachada do castelo. Aí estão representadas as Cariátides, Palas e Cibele e os Atlantas Hércules e Apolo.

No espaço circundante ainda encontramos uma Quinta do Século XVI, onde estão as cavalariças e no edifício central trabalham dois floristas que criam as decorações florais do castelo e que já aqui mostrei.

Junto à Orangerie, onde almoçámos, fica também a Horta Floral, com mais de um hectare e organizada e doze quadrados delimitados por roseiras Queen Elizabeth e macieiras. É deste jardim que provém cerca de uma centena de variedades de flores para os arranjos florais do chateau e ainda uma grande variedade de vegetais. Nas estufas cultivam-se bolbos de Jacintos, Amarylis, Narcisos e Tulipas. Perto da horta encontram-se também vários animais da quinta, entre eles sete burros.

A casa da Chancelaria.

Um bonito castelo com lindos jardins que aconselho a visitarem quando puderem.

A informação aqui colocada foi retirada do guia da visita ao castelo.