Muito conhecidos em todo o mundo pela sua forma exótica, lembrando a forma da ponta de um sapato. Na ilha da Madeira, costuma-se dizer que não é Natal sem Sapatinhos, onde estas são as flores mais escolhidas para decorar as casas, as ruas e as igrejas na época natalícia!
A espécie que se popularizou na Ilha da Madeira foi o Paphiopedilum insigne, um dos primeiros a chegar à Europa, vindos do seu local de origem, a província de Sylhet, a nordeste da Índia (hoje Bangladesh). Foi enviado pelo médico e botânico dinamarquês, Nathaniel Wallich, para o Jardim Botânico de Liverpool, na Inglaterra, onde a sua descrição foi publicada em 1822.
Origens
Mas o género Paphiopedilum é composto por quase uma centena de espécies, todas asiáticas, encontradas desde os Himalaias até às ilhas Salomão. Crescem em zonas tropicais húmidas, em zonas pouco profundas de húmus ou manta morta, muitas vezes nas fissuras de escarpas rochosas verticais junto a cursos de água.

Cultivo
Os Paphiopedilum insigne, são considerados dos menos exigentes e mais fáceis de cultivar no nosso país podendo ficar no exterior o ano todo se forem protegidos das chuvas e geadas, mas há alguns Paphiopedilum que necessitam de temperaturas mais altas, só devendo ser cultivados em Portugal num local aquecido no interior. Como sempre, devemos pesquisar a orquídea que temos antes de a colocar no exterior. Se quiser jogar pelo seguro, será melhor deixá-la num lugar onde as temperaturas não desçam dos 15 graus, onde apanhe luz brilhante e alguma sombra e nunca sol direto.
O substrato deve ser mais fino do que o utilizado nas orquídeas epífitas, as raízes dos Paphiopedilum são diferentes, castanhas, peludas e gostam de uma ligeira humidade constante. O substrato, composto por fibra de coco, casca de pinheiro, podendo conter musgo de esfagno ou outros componentes que devem estar moídos em pedaços pequenos para assim reterem a humidade por mais tempo. Os vasos devem ser pequenos e não muito altos.
As regas devem ser feitas de modo que a planta não fique demasiado molhada nem que o substrato seque completamente. Uma fertilização mensal, ou duas com metade da dose são suficientes.

Florações
Muitos Paphiopedilum só dão uma única flor por haste floral, mas alguns, apesar de só terem uma ou duas flores abertas em simultâneo, repetem sucessivamente a floração dando uma nova flor assim que a anterior morre, durante meses seguidos. Mas também há Paphiopedilum multiflorais, geralmente os que necessitam de temperaturas mais quentes, a haste floral ramifica-se e dá várias flores em simultâneo.

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