Quem iria dizer que numa caminhada para ver o glaciar de Briksdal, na Noruega, eu iria encontrar uma orquídea?
Na passada semana fiz um cruzeiro pelos fiordes da Noruega. Um dos passeios que fiz – dia 26/06/2018 – foi uma caminhada subindo uma montanha para ver o fantástico glaciar de Briksdal.
As paisagens são fantásticas. Muito verde, montanhas altas de rocha erodida pelo glaciar há muitos milhares de anos e ainda hoje, esculpida pelas diversas e monumentais cascatas originadas pelo derretimento do gelo e da neve nos picos das montanhas.
A caminhada foi de cerca de 2 Km mas como era a subir, em solo pedregoso, demorou mais de uma hora. Pelo caminho fomos vendo a modificação da paisagem à medida que nos aproximávamos do glaciar e do lago em frente, formado pelo degelo e que originava um pequeno rápido que sulcava as encostas rochosas.
Como sempre, já é um hábito, ia observando as plantas e flores silvestres que por ali haviam. Haviam muitas Dedaleiras (Digitalis purpurea) e outras que não reconheci. Algumas Bétulas formavam pequenos bosques ao longo do trilho por onde seguíamos.
E junto ao caminho, no primeiro metro até começarem a aparecer as Bétulas, consegui encontrar quatro exemplares de orquídeas em locais diferentes, todas da mesma espécie, Dactylorhiza fuchsii. Uma delas, que crescia na rocha que ladeava o trilho, foi visitada por um polinizador descarado enquanto eu a fotografava.
Fiquei mesmo contente de ter encontrado uma pequena orquídea a crescer a duas centenas de metros de um glaciar, numa paisagem belíssima.
Para mim, ganhei o dia!